terça-feira, 24 de novembro de 2015

De jogador a treinador, o sonho não morre e o “bichinho” permanece



Mário Jorge Aveleira Ramos recorda, nesta entrevista, os tempos de jogador.
O ex-médio destacou-se no Estrela da Amadora e chegou mesmo a passar por dois grandes do futebol português, Sporting e Benfica. Ainda que esta passagem tinha sido breve, o ex-jogador de 46 anos, relembra como tudo começou e tudo o que aprendeu, ao longo da vida, com esta modalidade.
Nesta entrevista, o ex-jogador partilha alguns dos momentos mais marcantes que viveu e afirma que se pudesse voltar atrás, o futebol viria, novamente, em primeiro lugar. Com golos, lesões e emoções à mistura, Mário Jorge falou do que foi e do que gostaria de ter sido. No final de tudo, e num tom descontraído, nomeou Cristiano Ronaldo para o lugar de melhor jogador do mundo.

Ser jogador de futebol era o sonho?
Sim, sempre foi o meu sonho. Desde miúdo, desde que eu me conheço sempre foi o meu sonho ser, um dia, jogador de futebol. E acabou por acontecer.

E como é que tudo começou?
Jogava na escola mas, em termos oficiais, comecei a representar o Desportivo de Carcavelos e daí até ao Campomaiorense. 

Qual foi o clube que gostaste mais de representar?
Bem, não há um clube. Mas há três que me marcaram mais porque também foi onde estive mais tempo. Foi o Estoril-Praia, onde comecei como Sénior. O Estrela da Amadora que representei durante muitos anos e, por fim, o Campomaiorense. Agora, como é evidente, jogando pelo Benfica e pelo Sporting, estes são clubes que marcam mais, uma vez que são mais mediáticos. No entanto, em termos de gosto foi nos três clubes que referi primeiramente.

Se pudesses escolher, qual é que representarias?
Se pudesse escolher, tive muita pena de não ter tido muita sequência em termos de jogo quer no Benfica quer no Sporting, mas se tivesse opção de escolha seria nesses que escolheria jogar, até porque são clubes que marcam mais. Mas como a minha passagem, por ambos, foi breve, ficou essa falta na minha carreira.

Qual é que foi o momento mais inesquecível que viveste no futebol?
O momento mais inesquecível, portanto o que me marcou mais, foi, principalmente, quando subi a Sénior, porque foi, no fundo, o concretizar de um sonho que tinha desde miúdo e a primeira vez que joguei pelos Seniores foi muito marcante.

Qual é que foi o jogo mais marcante da carreira?
O jogo mais marcante, para mim, [apesar de ter tido mais jogos marcantes] foi uma meia-final com o FC Porto. Eu jogava no Estrela da Amadora e tive muito bem, as coisas saíram-me muito bem mesmo, foi um jogo muito marcante. Mas, pensando bem, o melhor jogo foi em Alvalade, contra o Sporting, ainda a representar o Estrela da Amadora em que marquei o golo e ganhámos 1-0. Foi este o jogo que me marcou mais.

Houve algum golo mais especial?
 Se calhar até foi esse, o que referi anteriormente, frente ao Sporting. Foi um golo importante porque, na altura, o Estrela (da Amadora) estava com dificuldades em termos de classificação, e esse golo ajudou a equipa a ficar na I Divisão.

Se pudesses voltar a trás, escolherias novamente o futebol?
Sem dúvida! Aliás, aquilo que faço hoje [treinador] é sequência daquilo que fiz no futebol. Portanto voltaria a fazer o mesmo, visto que sempre foi o meu sonho.

Sofreste alguma lesão durante a tua carreira?
Tive várias lesões. Tive algumas a nível do joelho mas a que me marcou mais foi no tendão de Aquiles, por duas vezes, sendo que rompi completamente o tendão.

Relativamente à actualidade, gostas de ser treinador? Qual é a sensação?
A sensação é muito aliciante. No fundo tento passar a experiência que eu adquiri no futebol, tanto aos miúdos como aos seniores, uma vez que também já treinei seniores. E tudo isso é importante, além do mais eu acho que tenho aptidão para o que faço.

Jogador ou treinador?
 Sem dúvida jogador. Jogador mexe muito mais com a adrenalina, mexe muito mais com tudo aquilo que nós pensamos quando estamos num estádio com milhares e milhares de pessoas. É diferente de estar em pé, a treinar os miúdos, fora do campo. Acho que é preferível estar dentro de campo.

O que é que aprendeste com o futebol, até agora?
 Aprendi muita coisa. Ensinamentos que tento passar, como já disse. Regras, disciplina, motivação, superação, tudo coisas que me ajudaram na minha própria vida, não só dentro, como também fora de campo.

Pergunta bónus: Qual é o melhor jogador do mundo?
Cristiano Ronaldo, sem dúvida.


A verdade é que a maioria dos meninos sonha ser futebolista. Contudo, a grande percentagem fica pelo caminho e, ainda que não tinha tido grande prestígio nos clubes mais mediáticos, Mário Jorge guarda uma boa carreira e, nos dias de hoje, continua a trabalhar de perto com o desporto que tanto ama.
Actualmente, de mão dada com o futebol, é a vez de ensinar aos mais novos, o que outrora aprendeu.



Fábia Cortinhas
Grupo 9

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