terça-feira, 24 de novembro de 2015

“O Design tem a capacidade de se aplicar a tudo"





João Rosa, de 22 anos, licenciado em Design Multimédia, pela Universidade da Beira Interior. Actualmente, trabalha numa startup, e na sua óptica, o design tem tanto de ciência como de arte.






O que é o design?
Normalmente, as pessoas associam a palavra ‘design’ ao acto de desenhar. No entanto, é um conceito abstracto que não pode ser completamente definido, porque há várias opiniões sobre o que é realmente design. A maioria das pessoas tem um conceito de design que não coincide com aquilo que ele é verdadeiramente. O design em si, é fazer ou transformar algo de forma a que isso possa ser o mais eficiente possível. Algo com design é algo que cumpre o seu objectivo da forma mais eficaz. Por exemplo, um logótipo tem como objectivo principal transmitir um conceito e uma identidade. E um logótipo com um bom design transmite isso imediatamente. Caso seja um logótipo com um mau design, não o fará. O objectivo primário de um cartaz é transmitir informação, e um bom cartaz transmite directamente essa informação e pela ordem que o utilizador a deve receber. O design tem a capacidade de se aplicar a tudo, porque tudo pode ser melhor do que é neste momento.

O que faz um designer?
Na minha área de design, enquanto designer multimédia e gráfico, o meu trabalho aplica-se mais à informação e aos media. O que eu tenho de fazer é transmitir uma informação ou ideia, através dos media, da forma mais clara e com a maior abrangência possível, no que toca ao número de receptores.

És licenciado em Design Multimédia. Actualmente, em que especificidade desta área é que te inseres, no desempenho do teu trabalho?
Neste momento, sou um user interface designer. Neste caso, eu defino e desenho interfaces entre humanos e máquinas. Nomeadamente, computadores.

Para além do trabalho que exerces na empresa onde trabalhas, que outros trabalhos fazes?
Faço alguns trabalhos de design gráfico, para amigos e conhecidos, quando são necessários. Nomeadamente, para associações e organizações.

Desde sempre soubeste que era esta a profissão que querias ter?
Não. A minha primeira formação foi em Artes. Quando chegou a altura de escolher um curso no ensino superior, tentei fugir um pouco às artes “puras e duras”, porque queria fazer algo mais prático e com mais saída. Acabei por pensar em Design, nomeadamente em Design Multimédia, porque é uma área com muitas possibilidades e que posteriormente, dentro do programa do curso, me permitiria focar noutra coisa. Eu não sabia bem o que queria e então escolhi um curso que me deixasse fazer muitas coisas para que, na altura certa, me pudesse focar no que realmente ambicionava.

Se não fosses designer, o que serias?
Teria de ser alguma coisa criativa, de certeza.

Designer é uma “profissão do futuro”? Porquê?
Designer não é exactamente uma “profissão de futuro”. Mas, no futuro, tudo terá de ter cada vez mais design. A futurologia mostra-nos que não vamos precisar de fazer as coisas cada vez mais rápidas ou cada vez mais tecnológicas, mas sim, cada vez mais eficientes.

Que conselho deixas aos futuros designers?
Que trabalhem bastante e que não se sentiam presos pela moda. Que trabalhem sempre para ultrapassar essas modas e que façam as coisas como elas realmente devem ser feitas. Ou seja, façam objectos com um bom design. Uma coisa pode ter um óptimo design e não ser a coisa mais bonita do mundo. Mas tem de ter sempre um óptimo design.

Se pudesses definir esta área numa palavra, qual seria?
Eficiência.


Rita Rosa (grupo 9).

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