Mostrar mensagens com a etiqueta Penedo da Saudade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Penedo da Saudade. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

“Momentos que passam, saudades que ficam”… e um penedo para as matar

Rua do Penedo da Saudade
Os percursos da natureza dão a conhecer o valioso domínio natural de Coimbra, reconhecido internacionalmente. Ao grande valor histórico-cultural de Coimbra, associa-se um património natural de riquíssimo valor, constituído por um conjunto de locais muito diversificados sob o ponto de vista ecológico e paisagístico. Os parques e jardins da cidade constituem o tesouro natural de Coimbra e o Penedo da Saudade é um dos mais emblemáticos da cidade dos estudantes.
Miradouro do Penedo da Saudade






Situado num penedo com 50 metros de altura, o Penedo da Saudade é um dos mais belos miradouros de Coimbra. Neste espaço romântico e paradisíaco construído em 1849 é possível avistar a parte oriental da cidade que se espraia até ao rio Mondego.
Ligado à cultura coimbrã e à sua academia, o penedo apresenta uma vegetação diversificada que abraça inúmeras placas comemorativas de eventos ligados à vida académica. 














A flora existente neste jardim proporciona abrigo e alimento a diversas aves que aqui constroem os seus ninhos.

Parte da vegetação que podemos encontrar no jardim
Árvore na entrada do penedo
Vegetação
Fonte
Distribuindo-se por diferentes patamares, o jardim é um espaço repleto de recantos românticos e tranquilos, que homenageia algumas figuras de vulto da cultura portuguesa, como os poetas João de Deus e António Nobre e o escritor Eça de Queirós.

Estátua de Eça de Queirós

Estátua de António Nobre

As placas mais antigas datam de 1855 e estão espalhadas por diversos pontos do Jardim. Nos recantos do jardim existem bancos e cantos inspiradores que convidam os visitantes ao repouso e à reflexão. 

Vista do Miradouro.
Banco de jardim

É de visita obrigatória o Retiro dos Poetas e a Sala dos Cursos.

Retiro dos Poetas

Placa de curso

Placa de curso Jurídico

Placa do Retiro dos Poetas


Casal Maria do Carmo e Francisco Sousa.


É no penedo da saudade que muita gente encontra um espaço sossegado, para a leitura de um livro, passeios ou prática de exercício físico.
Em conversa com um dos casais presentes, tentámos descobrir o motivo que os levava a estar ali, “…costumamos vir para aqui descontrair ao final da tarde. Desde há muitos anos que o penedo é paragem habitual. ” Confidenciou-nos o casal Maria do Carmo e Francisco Sousa.




Caminho pelo penedo
Escadas do penedo
Penedo da Saudade – Pedro e Inês

O nome advém da tradição, segundo a qual “D. Pedro, porque o lugar era relaxante e lhe dava a solidão que a sua alma precisava, para aqui vinha chorar a morte de bela Inês. A Saudade deu nome ao Penedo."
Local histórico, em tempos que já lá vão, dali se avistava o Mondego e os arvoredos das suas quintas em redor. A Fonte do Castanheiro e do Cidral ficavam mesmo ali perto.

O Penedo da Saudade é hoje marcado pelos amores e palavras gravadas nas lápides do passado, de gerações de estudantes que ali quiseram perpetuar a sua existência.
Atualmente, uma cortina de prédios permite-nos apenas imaginar outrora, o romantismo deste lugar, considerado um dos mais aprazíveis espaços verdes de Coimbra.

Placa de curso

Placa de curso médico

Catarina Elias
Francisco Lopes
Joana Bessone
Maria Inês Gomes
Natacha Roxo
Pauline Rebelo

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Beleza e Nostalgia



Era um dia chuvoso mas nem por isso menos belo. A água que escorria das lápides gastas acrescentava à melancolia do local. Seguimos um passeio bonito e rústico até um miradouro onde se podia observar grande parte de Coimbra. Porém, naquele dia a vista não era o ponto mais interessante. Ressaltava-se a beleza própria do lugar, com o seu arvoredo variado e bancos toscos, parece que esculpidos pela Natureza, ideais para ler um livro num dia de sol. E, claro, as lápides. Brancas, cinzentas, espalhavam-se por toda a parte, algumas meio escondidas pela folhagem, outras em pé no meio da relva e ainda outras embutidas na rocha. O cenário lembrava a simplicidade elegante de um cemitério rural inglês. E em cada lápide o nome de um curso, uma dedicatória, um poema… A memória daqueles que passaram por Coimbra em tempos idos. Reza a lenda que muitos anos antes de algum destes memoriais ser posto, o rei D. Pedro vinha aqui chorar a perda da sua amada, D. Inês. Com o tempo, tornou-se tradição vir para cá lembrar o passado com nostalgia. Local marcante da cidade, quem vem não se esquece do Penedo da Saudade…

por: Amy Gois

*Este artigo não esta redigido ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Chegando ao local, deparamo-nos com a estátua de
João de Deus mirando Coimbra.
O Penedo da Saudade é na verdade um jardim de recordações
Bancos esculpidos da pedra…
… e das árvores convidam à leitura de um bom romance
Folhagem de cores vibrantes…
… serve de moldura à vista da cidade
Escondidas entre a folhagem…
…ou embutidas na rocha, as lápides complementam
a Natureza na perfeição
Lugar emblemático deste jardim, o Retiro dos Poetas
celebra a poesia e a criatividade conimbricense
Embora as palavras, erodidas pelo tempo
já não se leiam em muitas lápides, as pedras são um
memorial intemporal de um passado saudoso