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segunda-feira, 19 de março de 2012

«Direitos dos Trabalhadores do Sexo são Direitos do Homem»

Foi no dia 17 de Dezembro 2003 que Gary Leon Ridgway declarou-se culpado de matar 48 mulheres nos Estados Unidos da América. A sua  maioria eram trabalhadoras do sexo. A escolha rna tipologia das suas vitimas recaiu nestas porque «Provavelmente ninguém iria fazer queixa à polícia. Escolhi prostitutas porque pensava que podia matar quantas quisesse sem ser apanhado», declarou Ridgway.

Foi em memória a essas vitimas e para relembrar o constante perigo  que as pessoas ligadas à industria do sexo enfrentam, desde os actores e actrizes de pornografia, directores, a equipe técnica; strippers, donos de sexshops, operadores de linhas eróticas e muitos mais, que se fundou o Dia Internacional contra a Violência sobre Trabalhadores do Sexo.

O vazio de lei na maioria dos países  e a proibição em muitos outros, fazem com que o risco de violência contra os trabalhadores do sexo só aumente.
É por uma legalização e mais segurança que instituições como Internacional Union of Sex Workers, Panteras Rosas, Rede sobre Trabalho Sexual e UMAR (União de Mulheres Alternativa e Resposta) lutam diariamente. 

Nas actas do II Congresso Internacional de Investigação e Desenvolvimento Sócio-cultural consta que, em Portugal, cerca de 80% a 90% dos inquiridos foram vitimas de violência, verbal e/ou física.
Foi também proferido pela investigadora Alexandra Oliveira que «os transexuais e os homens que se prostituem na rua são ainda mais vítimas de violência e agressões do que as mulheres (...) e que o facto de serem pessoas sem direitos, sem voz, sem poder reivindicativo, dota os agressores de uma sensação de impunidade que faz com que as agridam».

Foto de: Persona Non Grata Pictures

É graças a marchas, cartazes e documentários como o "Das 9 às 5" que este assunto, considerado por muitos tabu, é exaltado de modo a fazer o público pensar naqueles que apesar de fornecerem serviços  que são procurados por muitos, são depois (e talvez desde sempre) marginalizados.

Com o mote «Direitos dos Trabalhadores do Sexo são Direitos do Homem», comemora-se então há 8 anos esta data com o objectivo de fazer chegar a estes cidadãos os seus direitos e segurança no seio de uma sociedade em que estão inseridos mas que muitas vezes são esquecidos.


Vanessa Sofia

*Por opção da autora, este artigo foi escrito segundo as normas do Acordo Ortográfico de 1945.

sábado, 17 de março de 2012

Profissionais do sexo em privado
















Das 9 às 5 – Trabalho sexual é trabalho!” é o mais recente trabalho de Rita Alcaire e Rodrigo Lacerda.
No âmbito da disciplina de guionismo, os alunos de Comunicação Social da ESEC assistiram ao documentário e conversaram com os realizadores, no passado dia 12 de Março.

Rodrigo Lacerda e Rita Alcaire

"Das 9 às 5" é um documentário sobre a perspectiva das pessoas que trabalham na área do sexo, desde as sex-shops, a pornografia e o striptease à prostituição.
Este trabalho pretende elucidar a sociedade em relação a esta área de trabalho e dar oportunidade destes “profissionais do sexo” explicarem o que fazem e mostrarem que têm uma vida igual à de tantos portugueses.
Na base do documentário, temos a luta destas pessoas pela sindicalização da que consideram a sua profissão e a constante procura de um sindicato que defenda os seus direitos.
A mensagem transmitida por este trabalho não poderia ser mais clara:
“Trabalho sexual é trabalho!” 


Por Filipa Lopes