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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Hoje acabei o curso, e agora?



Crise! A palavra-chave que se enquadra a quase todos os problemas da actualidade. No jornalismo não é diferente.
Todos os anos saem novos licenciados de várias partes do país com expectativas em todas as áreas da comunicação social, Coimbra não é excepção. Têm expectativas de um futuro! Expectativas que para muitos não passam mesmo disso…expectativas.


Ana Veiga, recém-licenciada no curso de Comunicação Social
Ana Catarina Veiga tem 21 anos e acabou de se formar em Comunicação Social, na Escola Superior de Educação de Coimbra (ESEC). Com a vontade “de dar a conhecer histórias de vida que pudessem ajudar os outros” envergou por jornalismo, “mesmo sabendo que a área estava de certa forma complicada”.

Tendo de escolher uma área específica para fazer o estágio curricular, Ana optou por seguir a sua paixão pela escrita e estagiar em imprensa. “Sempre me fascinou, sempre gostei de puder mostrar a realidade pelas palavras, mostrar sentimentos e emoções dessa forma” e acabou mesmo por encontrar “ um novo mundo dentro do jornalismo”: o fotojornalismo.

Foi no estágio que pôde pôr em pratica aquilo que aprendeu nos últimos três anos sendo que leva a experiência como uma mais-valia. Deparou-se com o mundo profissional da área e percebeu “como funciona o exercício da profissão”, reflecte Ana.

Quando se chega ao fim da vida de estudante “deparámo-nos com estágios precários, com a típica proposta do ‘se tiveres alguma ideia manda para cá’ mas temos a plena noção que com os cortes actuais, conseguir algo que nos dê estabilidade mínima é impossível”. Com o difícil acesso a estágios remunerados que contam para a carteira profissional “iniciar uma carreira na área torna-se difícil”.

Sempre na busca de um emprego onde possa evidenciar as suas capacidades, dada como terminada a licenciatura, é tempo de pôr mãos à obra e enviar currículos. Enquanto espera por aquele e-mail que não chega, Ana vai fazendo alguns trabalhos como freelancer e apostando também na sua formação “de forma a ganhar mais aptidões e a manter o vínculo com o jornalismo”.

Na esperança que o estado do jornalismo melhore e que se dê uma reviravolta, Ana ressalta que “não podemos esquecer que o jornalismo é o quarto poder e que sem ele a democracia nunca será viável”.
As expectativas para daqui a um ano parecem simples, Ana quer estar a fazer aquilo que mais gosta: “contar novas histórias, mostrar novos rostos e dar voz a quem menos tem ‘tempo de antena’”.

Se na imprensa o mercado de trabalho está complicado – prova disso são os recém despedimentos que o jornal Público admitiu fazer – na Produção as coisas não parecem estar melhores.

Andreia Monteiro tem 20 anos e tal como Ana acabou o curso de Comunicação Social na ESEC. O grande sonho de Andreia é a rádio, mas com a entrada no curso enveredou pela via de “Criação de Conteúdos para os novos Media”, descobrindo a paixão por vídeo e edição.

Andreia Monteiro, formada na ESEC, vai continuar a apostar na sua formação
Com a ideia de estagiar em Pós-Produção de vídeo numa estação de televisão, surgiu a oportunidade de estagiar em Produção no Programa Você na TV, na TVI. Apesar de ser um pouco diferente do estava à espera, gostou mas “teria ficado mais satisfeita se tivesse ido para pós-produção, porque era uma vertente que queria aperfeiçoar”, constatou Andreia.

Com o estágio apercebeu-se daquilo que se passa por detrás de um programa de entretenimento, de todo o trabalho que é necessário para lançar o lançar para o ar. Como estagiária não se envolveu nos “grandes” detalhes, mas segundo Andreia não só aprendeu “a preparar um estúdio, mas também a pôr chamadas em directo e todo o funcionamento pré, durante e pós-programa”, tendo sido uma mais-valia para a sua formação.

Tal como a sua colega Ana, Andreia deparou-se com a dura realidade do mercado de trabalho. Poucos empregos para tanta procura é o problema, mas não baixou os braços. “Acabei o estágio, comecei a procurar. Fui a entrevistas. Mas não é fácil”, lamentou.

Apostar na formação é algo que as duas recém-licenciadas têm em comum. Andreia resolveu tentar a sua sorte num curso profissional em Produção na Escola Técnica de Imagem e Comunicação (ETIC).
Estará ocupada durante os próximos dois anos, mas não tem ilusões quando pensa no futuro pois “há que ‘arregaçar as mangas’”. Com ideia fixa de sair de Portugal caso não encontre trabalho, a ex-aluna da ESEC aconselha a “viver um dia de cada vez e tentar agarrar as boas oportunidades”.

Cientes do que as espera, as jovens esperam que o futuro lhes sorria e que consigam trabalhar naquilo em que se formaram.


por: Ana Ferreira e Patrícia Gouveia

O artigo não está escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Teoria vs Prática: Preparação para o Futuro



Nos dias de hoje, apostar na formação superior já não se trata apenas de uma opção mas de uma necessidade, sendo a entrada no mercado de trabalho, cada vez mais, uma preocupação dos jovens universitários. Em alternativa ao Ensino Superior Público, existem diversas instituições de ensino privado que têm vindo a apostar na formação técnica e prática, entre as quais a ETIC (Escola Técnica de Imagem e Comunicação). Das nove áreas de estudo - Jornalismo, Televisão, Fotografia, Som e Música, Digital, Eventos, Design, Moda, Espetáculo - este estabelecimento de ensino engloba um total de 33 cursos profissionais.
André Leiria

O Posts de Pescada conheceu André Leiria, de 19 anos, estudante da ETIC que ingressou este ano no Ensino Superior e optou por, em horário pós-laboral, conjugar a licenciatura com a formação profissional prática que esta instituição privada oferece.

Posts de Pescada: Que licenciatura e que curso profissional frequentas?
André Leiria: Estou a tirar a licenciatura em Artes do Espetáculo na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e o curso noturno de Técnico de Vídeo na ETIC.

P.P: Porquê o interesse em estudar na ETIC?
A.L: À partida eu já sabia que queria fazer um curso anual nesta escola pela da sua reputação e por ser muito boa a nível técnico. Ao receber o horário da faculdade deste semestre percebi, pela facilidade que tinha, que conseguiria conjugar os dois cursos, pelo que decidi inscrever-me.

P.P: E como consegues conjugá-los monetariamente? Sabendo que pagas propinas da licenciatura e que o curso profissional é pago em 9 prestações de 390€…
A.L: Penso que isso seja uma questão um pouco pessoal… Mas posso dizer que a minha família tinha algum dinheiro de parte para a minha educação.

P.P: Em que pode este curso ser-te útil no futuro?
A.L: Acho que pode ser muito útil visto ser uma escola bastante prestigiada e ter um índice de empregabilidade muito alto.

P.P: O que pode a ETIC oferecer-te que a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa não possa?
A.L: Sem dúvida conhecimentos práticos. Eu ainda nem sei, sinceramente, se vou acabar este curso na faculdade ou se vou mudar para o ano, mas sei que quero terminar o curso de Técnico de Vídeo.

P.P: O interesse em frequentar este curso profissional está, de alguma forma, relacionado com o facto de o Ensino Superior Público não estar a responder às tuas expetativas?
A.L: Não, porque quando eu me inscrevi na ETIC não sabia que a faculdade não ia corresponder às minhas expetativas.

P.P: Se decidires terminar a tua licenciatura, consideras que no futuro poderás ter mais ofertas/hipóteses de emprego por esta oportunidade de conjugar os dois cursos? Ou neste momento é mais importante para ti aprender algo do teu interesse mesmo havendo a possibilidade de não teres emprego quando acabares?
A.L: Para ser sincero, penso que o curso na faculdade não me vai levar a lado nenhum. Acho que está mal organizado e, na verdade, vou lá sem vontade nenhuma. O que eu queria mesmo era estudar cinema, que é apenas uma pequena parte do curso da faculdade, e as cadeiras nem sequer têm nada de prático, ao contrário do que acontece na ETIC em que essa componente está sempre presente. Nos três anos da licenciatura em Estudos Artísticos só tenho três cadeiras relacionadas com cinema: História do Cinema, Cinema e Literatura e Cinema em Portugal. Sendo a área em que eu vou querer estudar para o resto da minha vida considero que esta formação está aquém dos meus objectivos. No cinema não há muito a questão do "chegar ao mercado de trabalho" visto ser uma área artística e fracamente apoiada em Portugal, o que conta é o “know how” e a capacidade de inovar e aprender. Não será com um curso com três cadeiras teóricas de cinema que eu irei estar preparado para isso de certeza.

por: Catarina Parrinha

O artigo está escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Amor Electro ‘derrubam’ fronteiras musicais

Amor Electro (http://www.sonsdifusos.pt/wp-content/uploads/2012/05/Amor-Electro.bmp)
Foi com muito agrado que a banda portuguesa Amor Electro recebeu a notícia de que era vencedora do prémio “European Border Breakers Awards 2013”.
Com data de entrega marcada para nove de janeiro de 2013, na Holanda, este galardão representa um incentivo ao talento de novas bandas europeias em início de carreira. Atribuído pelas Estações de Rádio da União Europeia de Radiodifusão e pelos Festivais ‘European Talent Exchange Program’ este prémio de música Pop é entregue às dez bandas que mais se destacaram aquando das análises ao mercado musical e ao comportamento do público europeu face ao álbum de participação, isto baseado no número de discos vendidos, na quantidade de difusão radiofónica e nos votos da União Europeia de Radiodifusão.
Galardão de renome, já foi atribuído a grandes nomes musicais europeus, como Adele, Damien Rice ou Katie Melua.
Os Amor Electro já contam com um disco de ouro (o primeiro disco “Cai o Carmo e a Trindade”) e uma série de galardões nacionais como os famosos ‘Ernestos’ atribuídos pela RFM e dois Globos de Ouro, nomeadamente para melhor canção e melhor banda. Para além disso, encontram-se ainda nomeados juntamente à Aurea, aos Klepht, à Mónica Ferraz e Os Azeitonas para ver quem irá representar Portugal na próxima etapa dos‘MTV Ema 2012’, na categoria ‘Worldwide Act’, no próximo dia 11 de novembro em Frankfurt.
Em início de carreira, mas já com a designação de ‘banda revelação de maior sucesso em 2011’, os Amor Electro vão continuar a surpreender já no próximo dia dois de novembro, no Coliseu dos Recreios.

por: Mélanie Oliveira
 
*Artigo escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico