terça-feira, 23 de outubro de 2012

Sorrir é o melhor remédio

“O sorriso que ofereceres, a ti voltará outra vez” (Guerra Junqueiro)
 
O sorriso é vulgarmente conhecido por se tratar de uma expressão facial resultante da flexão dos músculos de ambas as extremidades da boca.
Mesmo antes de termos noção do que era, já o sabíamos dar. Não tem cor, idade ou raça. Não se compra, nem se empresta, pois simplesmente se dá e todos o usam como símbolo de amizade e de boa vontade. Este é o melhor consolo para os desesperados e todos o anseiam, pois vem sempre acompanhado de felicidade. Não tem custos monetários e pode ser dado aos amigos ou aos desconhecidos, desde que seja dado com sinceridade. Até inconscientemente é oferecido e todos, sem excepção, gostam de o receber. Este pode ser sinónimo de boa disposição, mas também uma máscara para um infinito de problemas. Anima qualquer tristeza, seca qualquer lágrima e funciona como uma linguagem universal, pois em todos os países é dado da mesma forma e tem o mesmo significado. Tudo fica muito mais fácil quando um destes nos acompanha.
Há vários tipos deles. Há os pequenos, os grandes, os tímidos, os amarelos, os que mostram os dentes todos, os que só flexionam os lábios, os que dizem “não teve piada, mas sorri para não te sentires mal”, os que acabam em grandes gargalhadas e os das crianças.
Depois de uma longa descrição sobre a minha opinião acerca do que é e como interpreto um sorriso, quero agora aplicá-lo numa das situações mais práticas dos dias que correm: a crise. No dito ‘tempo de crise’, um sorriso é cada vez mais complicado de ver seja em que rosto for. Porém, este não tem nenhum custo monetário, não se pode comprar, emprestar ou mesmo roubar, o que parece quase impossível nos tempos por que estamos a passar. Esta época mostra-se num dos maiores desafios pelos quais poderíamos passar, pois é agora que todos devem conseguir mostrar que, mesmo contrariados, e apesar das adversidades da vida, o português que por alguns povos estrangeiros é conhecido como sendo uma pessoa ‘sisuda’, consegue rir e ultrapassar, um que se apresenta ser dos piores tempos vividos desde a ‘Revolução dos Cravos’.
Como estudante de Comunicação Social e assediada como tenho sido pelas mais recentes notícias de inúmeros jornalistas a serem dispensados da sua profissão, obviamente que vejo o meu futuro comprometido. Mas, será que é motivo para desistir? Será que mesmo antes de terminar o curso devo pensar que vou acabar por emigrar? Simplesmente não. Não se deve já baixar os braços. Ninguém deve de ser ingénuo ao ponto de pensar que no fim do curso não corre o risco de vir a ser caixa de supermercado que é, atenção, uma profissão tão digna como outra qualquer. O meu maior e mais simples conselho é sorrir. Não resolve problemas, é certo, mas obriga-nos a manter uma postura positiva e de luta pelos nossos maiores interesses.
Sorrir é o melhor remédio, por isso, apesar de todas as dificuldades por que passamos, e como o falecido Raúl Solnado nos aconselhou:
-“Façam o favor de ser felizes”.
por: Mélanie Oliveira
 
*Artigo escrito ao abrigo do Novo Acordo Ortográfico 

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