segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Um novo país, uma nova experiência

 Jovens de Erasmus na Universidade de Coimbra
Setembro, mês em que o Verão dá lugar ao Outono; mês em que as férias dão lugar ao trabalho; mês em que os momentos em família dão lugar às saudades. Saudades essas que derivam de uma eventual ida para outra cidade a fim de se começar uma nova fase da vida profissional. E ninguém conhece melhor esse cenário do que aqueles que viajam em Erasmus: novo país, novos hábitos e rotinas, novas pessoas, nova realidade.
Outubro está agora a começar, mas Margaret, jovem polaca que se encontra a estudar Arquitectura na Universidade de Coimbra, já começou a sentir o peso deste novo desafio. Numa entrevista concedida pela própria no D’ARQ (Departamento de Arquitectura da Universidade de Coimbra), a jovem de Wroclaw deu-nos a conhecer um pouco da sua recente experiência num novo país, numa nova cultura. 
por: Ana Ferreira e Diogo Carvalho



Posts de Pescada: Hoje em dia milhares de jovens decidem participar no programa Erasmus. O que te levou a rumar a outro país e porquê Portugal?
Margaret: É um novo país, uma nova experiência. É também uma forma de me desafiar a mim própria noutro tipo de ambiente e com outros tipos de pessoas. E Portugal porque é bastante distante e diferente do meu país. 

PP: Falaste com alguém antes de decidires vir para Portugal? Já conhecias alguém que tivesse estudado ou que esteja a estudar cá?
M: Uma amiga minha já cá tinha estado a estudar Educação Física, mas no Porto. Fiz-lhe algumas perguntas, entre as quais como era cá estar e se tinha sido uma boa experiência, e ela disse-me bem do país. 

PP: Qual foi a tua primeira impressão acerca de Coimbra?
M: As pessoas aqui são muito simpáticas e a cidade é muito bonita. Apesar de eu já ter chegado tarde e de estar escuro à primeira vista pareceu-me uma cidade muito agradável. Senti-me bem quando cá cheguei. É muito diferente da Polónia, principalmente da minha cidade. A cidade não é plana [queixando-se do facto de estar sempre a subir escadas] e os bancos fecham muito cedo, o que é muito diferente da Polónia porque temos os bancos abertos todo o dia. Isto torna muito difícil o preenchimento de papéis porque eu tenho aulas entre estas horas. Foi muito difícil durante a primeira semana habituar-me a estes horários. 

PP: Cá em Portugal existe a tradição de se dar as "boas-vindas" aos novos alunos com algumas brincadeiras - a chamada praxe. Já viste algo do género? Se sim, qual a tua opinião?
M: Já vi doutores a praxar os novos alunos. Achei divertido, mas fiquei contente por não estar na situação deles [risos]. 

PP: Mas achaste a praxe violenta? 
M: Não achei que fosse algo violento, achei mais engraçado do que ofensivo. Pelo que percebi é uma tradição, portanto, porquê acabar com isso? 

PP: De que forma é que o Erasmus pode ser uma mais-valia para o teu futuro?
M: Esta experiência enriquece a minha capacidade de me adaptar a diferentes ambientes e culturas - à própria arquitectura ou aos hábitos das pessoas -, o que é muito importante para quem pretende ser um arquitecto. A realização de projectos numa universidade diferente permite-me a aquisição de novos conhecimentos e obriga-me a encarar novos problemas e possibilidades num ambiente distinto. É também uma incrível experiência de vida, que não só me dá a oportunidade de voltar à Polónia com uma nova perspectiva, como me incentiva a conhecer outros países. 


*A entrevista foi feita em inglês e a tradução é da inteira responsabilidade dos membros da redacção
**Este artigo não foi redigido ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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