sexta-feira, 9 de novembro de 2012

“Luto para dar sempre o meu melhor...”



Joana Taborda tem sido uma das figuras em destaque na equipa feminina da Associação Cultural de Vilarinho (ACV). A guarda-redes está ligada ao futsal há muitos anos, sendo neste momento uma das melhores no campeonato distrital feminino da Associação de Futebol de Coimbra. O Posts de Pescada deslocou-se até Vilarinho, concelho de Brasfemes, para conhecer melhor o percurso da guarda-redes e as suas ambições para o futuro. 
Nome Completo: Joana Margarida da Costa Taborda 
Idade: 29 anos
Posição: Guarda-Redes
Clube: AC Vilarinho


Posts de Pescada: Há quantos anos jogas Futsal?
Joana Taborda: Jogo Futsal há cerca de 10 anos. Joguei na Casa do Povo de Miranda do Corvo (2 anos), no Mirandense (3 anos), no Novos Talentos do Cacém (1 ano), no CCR Bruscos (1 ano), na Prodeco (1 ano), no Santa Clara (1 ano) e atualmente estou na AC Vilarinho.

P.P: Como é a Joana Taborda enquanto guarda-redes de futsal?
J.T: Sou uma pessoa ambiciosa. Nunca quis ser melhor que ninguém, apenas sentir-me bem comigo própria. Para que isso aconteça, esforço-me ao máximo nos treinos e nos jogos. Luto sempre para ser melhor. Gosto de me sentir confiante para que possa transmitir essa confiança ao resto da equipa.

P.P: Depois de tantos anos ligada ao Futsal, como surgiu a oportunidade para representares
a Associação Cultural de Vilarinho?
J.T: Surgiu através do convite de uma grande amiga pessoal e do futsal, a Cláudia Marcos. Jogámos quase sempre juntas. Como eu tinha saído do Santa Clara, a Cláudia Marcos convidou-me a ir treinar à equipa que ela representava. Fui ao treino, e nesse dia, o Treinador Rui Ferreira, convidou-me a ficar na equipa.

P.P: De que forma é que foste recebida?
J.T: Muito bem. É uma equipa na qual dá gosto jogar. Tendo já a experiência de ter jogado noutras equipas, nesta realço o bom ambiente, a amizade e o convívio. Jogamos sempre para ganhar, mas o nosso lema passa pela união que existe entre nós. Apesar de estarmos juntas há cerca de um ano, parece que nos conhecemos há mais tempo. É muito bom estar numa equipa assim. Quer exista uma vitória ou uma derrota, o convívio após os treinos e jogos acontece sempre. As brincadeiras e o riso são uma constante, por isso a alegria de jogar na AC Vilarinho é bastante grande!

P.P: Tendo em conta a tua experiência, esta foi uma opção de risco?
J.T: Não. Apesar de ser uma equipa nova, está a ser um agradável desafio. É uma equipa formada por jogadoras bastante jovens, mas que já revelam um saber estar em campo bastante bom. Aprendemos todas umas com as outras e, para quem está com esta equipa desde o primeiro treino, nota-se uma evolução bastante positiva.

P.P: Sendo a AC Vilarinho uma equipa nova no campeonato distrital de Coimbra, o quarto lugar no campeonato tem vindo a superar as expetativas. Em que medida é que tens contribuído para o sucesso da equipa?
J.T: A partir do momento em que o jogo começa, luto para dar sempre o meu melhor. Estou concentrada do início ao fim e apoio ao máximo a minha equipa. Por vezes, ser guarda-redes é bastante ingrato. Somos o último jogador e somos nós que “guardamos” as redes da nossa equipa. Tendo em conta isto, quando se sofre um golo é inevitável a desilusão e o desalento. Porém, tento não deixar transparecer estes sentimentos ao resto da equipa, gritando palavras de apoio e força como “já passou” ou “ para a próxima sai melhor”! O meu guarda-redes de referência, João Benedito, tem uma frase que me acompanha ao longo dos tempos: O uso da cabeça em detrimento do coração e da emoção descontrolada.

P.P: Até onde pode chegar esta equipa?
J.T: Longe! A união faz a força! Jogamos como equipa e jogamos para ganhar em todos os jogos. Se continuarmos assim, tenho a certeza que chegamos longe.

P.P: Prestes a completar 30 anos, qual é o teu desejo para o futuro em termos desportivos?
J.T: Ainda não pensei nisso. Vivo um dia de cada vez. Gostava de continuar a jogar, mantendo a minha paixão pelo futsal bastante acesa.
 

por : João Brito e Tiago Adelino

*Este artigo está redigido ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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