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quinta-feira, 21 de maio de 2015

A Alimentação Nos Nossos Dias

A Arte na Cozinha

O culto do belo chegou às nossas mesas e a comida já não é vista como uma necessidade física. Sem deixar o seu carácter cultural e sociológico a comida adquiriu também um lugar no mundo da criatividade onde a imaginação não pode faltar.

Prato do Chefe Gordon Ramsay

Há alguns anos atrás seria impensável que pudéssemos encontrar os mais diversos tipos de cozinha em Portugal. No entanto, hoje basta uma ida até um centro comercial para encontrarmos ao nosso dispor sabores dos quatro cantos do mundo, já não precisamos de ir até ao Japão para comer Sushi, ou atravessar o atlântico para uma boa picanha com feijão. (Por essa evolução podemos agradecer, em parte, à globalização.)
Se antigamente a alimentação era apenas olhada como uma necessidade básica na pirâmide denecessidades de Maslow, é inegável que hoje a gastronomia é muito mais que isso retendo em si o carácter sociológico e cultural. A gastronomia continua a ser um reflexo de cada cultura e como tal vai evoluindo e tomando novas características. Para além de nos aproximar de toda a diversidade a nível mundial a gastronomia hoje é também olhada como uma arte.
O culto do belo chegou às nossas mesas, onde a tela é o prato e o cheff o artista. O sucesso de um prato deixou de estar só dependente da sua confecção ou sabor, mas agora outros critérios são utilizados para valorizar e ao mesmo tempo avaliar a sua concretização. A apresentação é sem dúvida um dos principais critérios que tem vindo a ganhar território na cozinha ao longo do tempo e passa também por ser a assinatura de um cheff.

Programa "MasterChef"
Mas desengane-se quem pensa que apenas pessoas formadas na área fazem parte do mundo da culinária. O tema gastronomia nunca esteve tão em voga e para além do crescimento das “cozinhas de requinte” também os chamados “ chefes amadores” passaram a ser uma peça fundamental na evolução do conceito de gastronomia. Basta apenas abrir um jornal ou ligar a televisão para ver como o tema passou a ser um negócio. Vemos programas de televisão que visam encontrar talentosos cozinheiros amadores, como o mundialmente famoso Master Chef ou mesmo se entrarmos no mundo da internet descobrirmos inúmeros blogs cujo assunto principal é a culinária e onde na sua maioria são administrados por “curiosos da cozinha”. O YouTube também passou a ser uma grande fonte de informação para os entusiastas, onde um mundo de receitas pretende dar resposta a todos os gostos e paladares. 


O leque de escolhas é vasto, desde programas de autor onde o assunto é a comida, aos programas de competição e entretenimento, das colunas dedicadas ao tema em diversos jornais, dos livros editados, aos canais que existem exclusivamente pela culinária, até às aplicações para smartphones; o universo da gastronomia já não esta apenas confinado às quatro paredes de uma cozinha.

Canal Televisivo 24 Kitchen


Para quem ainda pensa que a culinária se baseia apenas no sabor da comida que se desengane. “Os olhos são os primeiros a comer”, o prazer que nos é conferido através da comida passa não só pelo que comemos mas também pelo que vemos. Tal como uma obra-prima a comida transmite-nos sensações e elas têm sido o grande mote para a evolução da gastronomia como uma arte e não apenas como uma necessidade fisiológica. Mantendo o seu carácter cultural e sociológico a comida adquiriu também um lugar como forma e produto de criatividade onde a imaginação não pode faltar.

domingo, 15 de abril de 2012

Pato Corado com Arroz de Miúdos confeccionado pelo Cozinheiro Fernando Rodrigues


Primeiro tempera-se o pato.
Lava-se um pato com aproximadamente 2,3 kg, separa-se o pescoço e os miúdos (fígado, coração e moelas) e reserva-se. Tempera-se o pato com sal (20g) e pimenta (10g) ou a gosto, 2 alhos cortados ás fatias, 2 folha de louro, 1,5 dl de vinho branco, o sumo de ½ limão e o sumo de 1 laranja. Deixa-se a marinar no tempero pelo menos 6 horas (o ideal são 24 horas).


                                   

Levar o pato ao forno.
Ingredientes:
60 g de margarina vegetal
1/3 do liquido da marinada
Ata-se as patas e asas do pato com um fio unta-se o pato e um tabuleiro de ir ao forno com a margarina, acrescenta-se o líquido da marinada e leva-se ao forno previamente aquecido a 200ºC. Deixa-se assar durante 40 minutos, virando de vez em quando e vai-se regando frequentemente o pato com um o sumo de uma laranja e o molho que se vai formando no tabuleiro. Coloca-se finalmente o pato com o peito virado para cima e deixa-se alourar 30 minutos.


Preparar um caldo com os miúdos do pato.
Ingredientes:
Miúdos do pato e pescoço
½  cebola pequena
1 dente de alho
1 folha de louro
10g de Sal
Leva-se um tacho com 1,5 L de água a ferver com os miúdos, 1/2 cebola, 1 dente de alho, 1 folha de louro e sal. Durante 30 minutos.


Confeccionar o molho.
Ingredientes:
50g açúcar
0,5dl de vinagre
1dl de caldo de pato
Sumo de 1 laranja
Sumo de ½ limão
Leva-se o açúcar a ferver com o vinagre, até se formar um caramelo claro. Junta-se o caldo, o sumo de limão e o sumo da laranja, deixa-se em lume brando e vai-se mexendo o molho até se apresentar com uma cor dourada e ligeiramente espesso. Reserva-se o molho.





Preparar o arroz de miúdos de pato.
Ingredientes:
200g de arroz agulha extra longo
4 dl de caldo do pato
½ cebola picada finamente
2 tomates maduros sem pele nem grainhas
0,2 dl azeite
Sal e pimenta
½  farinheira
2 nozes descascadas
Pica-se a cebola e refoga-se no azeite, até a cebola apresentar uma cor transparente, juntam-se os tomates picados, acrescenta-se os miúdos do pato picado grosseiramente e o arroz, deixa-se alourar um pouco no refogado e acrescenta-se o caldo do pato. Deixa-se cozinhar em lume brando durante 12 minutos. Rectifica-se o tempero com o sal e a pimenta.
Retira-se o arroz do lume. Enforma-se o arroz com uma chávena de café expresso ou uma forma pequena (60g de arroz cozinhado). A chávena deve ser untada com caldo do pato. Desenforma-se o arroz em pequenos bolinhos de arroz. Decora-se cada bolinho com ¼ de noz e uma fatia de farinheira, dispõem-se os bolinhos de arroz numa travessa e leva-se ao forno já desligado para tostar um pouco.
Retira-se o pato do forno, trincha-se o pato (em 8 bocados), com uma tesoura de trinchar.



Os últimos pormenores.



E por fim o empratamento.
2 pedaços de pato,
2 bolinhos de arroz,
e a salada composta por:
agrião, 3 rodelas finas de cebola e cenoura ralada.

Com a ajuda de uma colher de chá, derrama-se sobre as peças de pato e do arroz uma pequena quantidade de molho, para lhes realçar o gosto e o aspecto.
Faz-se uma Rosinha de Laranja com um triângulo e duas tiras do vidrado da laranja e um Palito.

Enrolam-se as 2 tiras, uma na outra, segura-se na base e abre-se a extremidade superior, fixa-se as duas tiras uma na outra e espeta-se numa peça do pato, termina-se com o pequeno triângulo, espetado na ponta exterior do palito, para disfarçar a ponta do palito e dar o aspecto desejado ao conjunto. No final, com uma colher de chá, um palito e molho, desenham-se alguns enfeites na borda do prato.

Catarina Rodrigues