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terça-feira, 16 de dezembro de 2014

“Uma televisão de estudantes, para estudantes”





Luís Almeida, estudante de Jornalismo na UC, é um dos principais impulsionadores da TvAAC, ingressando em 2013 e ocupando hoje um lugar na direcção de informação, tarefa que diz realizar “com enorme gosto” mas sem deixar de referir que é feita com “dificuldade, pois o associativismo é pouco”. 


A tvAAC é uma secção da Associação Académica de Coimbra desde 2003. Dividida em 6 departamentos (informação, programação, produção, técnica, administração e tesouraria), cada uma delas com funcionalidades diferentes e complementares, tendo como principais objectivos a difusão de informação académica e informação local, nacional e internacional assim como a divulgação, análise e formação de sócios no domínio da arte e técnica audiovisual.

A secção encabeçada por Luís Almeida, é a responsável pela produção do TvZine, um magazine informativo semanal, onde se dão a conhecer notícias sobre a Universidade e sobre a cidade de Coimbra; para além deste, existe também um espaço, denominado de “Conversas de Café”, que convida personalidades que se destacam nas suas respectivas áreas. Através de peças informativas, este departamento também se encontra presenta nas grandes festas da Cidade, a “Queima das Fitas” e a “Festa das Latas” sendo que o espaço “Mãe estou na Tv” é um dos mais reconhecidos.
Com a falta de recursos humanos, muitas peças ficam por fazer, até porque a maior dos colaboradores têm trabalhos e/ou frequências, o que torna difícil assegurar o normal funcionamento da Tv.
Mas, e apesar de todas as adversidades e dificuldades e de todo o trabalho que ainda é necessário ter, este ano bateram-se records de audiência, e aumentou-se o número de solicitações e requisições para peças de informação.
No que ao jornalismo em si diz respeito, Luis Almeida considera que este está em permanente mudança, caracterizando-se por ser mais rápido, tecnológico, audaz e passível de ser criticado.
Luis Almeida reconhece que a TvAAC fornece um tipo de conhecimentos que a faculdade não pode oferecer, uma vez que privilegia a parte prática e não a teórica, sendo que esta componente, nos tempos que correm, é deveras importante; o que leva o entrevistado a questionar-se sobre o porquê de não existirem protocolos com este tipo de secções, postulando que o número de peças, noticias e divulgação de eventos, o que beneficiaria os estudantes e a própria cidade.


 Por: Marlene Ribeiro
Cláudia Teixeira
Tiago Guedes
Eduardo Pinto
Ruben Tavares

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Coimbra vista de dentro

Coimbra é conhecida historicamente por ser a universidade mais antiga de todo o país e a terceira mais antiga da Europa. Fundada em 1920 é também conhecida como a «cidade dos estudantes». Todos os anos milhares de jovens se mudam para Coimbra para poderem ingressar na Universidade, no entanto existem também muitos estudantes conimbricenses que frequentam esta instituição. Desta forma, esta entrevista destina-se a dar a conhecer melhor a visão de alguém que nasceu e vive em Coimbra em relação a toda vida académica antes e depois de entrar para o ensino superior. O testemunho é dado por Rafael Garcia, um jovem de 19 anos habitante de Coimbra, que frequenta o segundo ano no curso de Matemática na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).


Como é que encaravas a vida académica de Coimbra mesmo antes de seres estudante universitário?
- Sempre considerei como algo característico e tradicional da cidade, Coimbra é essencialmente conhecida pela Universidade e pela vida académica. Acho caricato ver turistas a fotografar os estudantes trajados ou até mesmo os caloiros. É interessante ver que uma situação que para mim é tão normal, para outras possa ser algo completamente novo e desconhecido. Mas ainda bem que isto acontece, pois é uma forma de promover o turismo e a cultura da minha cidade.



O que é que mudou na tua vida a partir do momento em que começaste a estudar na Universidade?
- Em primeiro lugar, foi bastante enriquecedor a nível pessoal, pois como estudante passei a ter mais noções de trabalho e passei a ser mais responsável. Em termos de vida académica, comecei a perceber melhor a importância e o peso que esta tem na vida dos estudantes em geral. Antes sentia-me como um mero «espectador». Como por exemplo, eu gostava de assistir aos cortejos mas de certa forma não conseguia sentir a sua verdadeira essência, para mim era simplesmente mais uma festa dos estudantes. Hoje, olho para um cortejo como um dos dias mais importantes de todo o meu ano, e tem muito mais valor.




Frequentaste as praxes de curso no teu ano de caloiro?
- Sim.

Como vias as praxes antes de seres um aluno universitário e como é que as vês agora?
- Para ser sincero, enquanto aluno de secundário assisti a várias praxes e não gostei muito, pareciam ser demasiado violentas. Quando entrei para a universidade, tive sérias dúvidas se iria frequentar as praxes ou não. No entanto, em poucos dias a minha opinião mudou drasticamente, percebi que a praxe era bastante engraçada e tinha como principal objetivo integrar os novos alunos. A praxe é composta por uma hierarquia, como tal os caloiros obedecem aos doutores mais velhos. Gostei bastante de ser caloiro, aliás tenho imensas saudades, no entanto, também gosto de estar na posição de doutor. É bom sentir-me responsável por alguém e poder acompanhar o seu percurso académico.



Vês Coimbra de uma melhor forma agora ou da mesma forma que vias antes de seres estudante universitário?
- Sem dúvida agora! Não só pelas pessoas que conheci mas por tudo que já vivi enquanto estudante.



Fala-se muito do peso da tradição desta cidade na vida de um estudante. Tinhas consciência disso?
- De certa forma sim. Acredito que para as pessoas que são de fora seja ainda mais especial o que vivem cá.


Para ti a Festa das Latas e a Queima das Fitas não são novidade. Antes já frequentavas estes eventos?
- A Festa das Latas não, costumava apenas ir à Queima das Fitas, porque sempre preferi ir apenas quando fosse universitário. Mas neste momento tanto uma como outra têm muito mais significado, antes eram simples festas.



Se tivesses a oportunidade de ir estudar para outro lugar aceitavas?
- Neste momento acho que não. Apesar de pensar bastante como seria a experiência de estudar e viver noutra cidade. Mas, por outro lado, penso que desta forma consigo tirar o melhor dos dois mundos, porque posso estar em casa com a minha família ao mesmo tempo que vivo e aproveito a minha vida académica e que conheço pessoas de todas as zonas do país.



O que é que sentes por seres da cidade com a Universidade mais antiga e com mais vida académica de todo o país?
- De certa forma não sinto nada de novo, porque já nasci com essa noção. Penso que os estudantes que não são de cá expressam-se mais em relação à tradição e cultura porque é algo que até aí era desconhecido para eles, é uma experiência nova e diferente. Mas como é lógico sinto-me bastante orgulhoso por ser de Coimbra.




Ana Manaia - 2013131

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Como é a Festa das Latas para quem não estuda em Coimbra?

Como é do conhecimento geral, as festas académicas de Coimbra não são frequentadas apenas por estudantes da cidade. A Festa das Latas e Imposição de Insígnias não é excepção! Todos os anos, dezenas de jovens estudantes, ou não estudantes, de vários pontos do país, visitam Coimbra para as suas festividades académicas. Diogo Tulha, estudante da Escola Básica e Secundária de S. João da Pesqueira, conta-nos a sua experiência na "Cidade dos Estudantes"e revela-nos a sua opinião pessoal!





Como estudante do Ensino Secundário de uma zona fora de Coimbra, o que te trouxe até à Festa das Latas e Imposição de Insígnias?
Já tinha vindo a Coimbra na Queima das Fitas do ano passado e gostei bastante, é uma cidade que me desperta um grande interesse e o espírito académico é algo que gosto imenso de ver. Também tenho em Coimbra muitos amigos da minha zona, inclusive a minha namorada.

Sendo que és estudante do Ensino Secundário, caso pretendas ingressar no Ensino Superior, Coimbra é uma boa opção para continuares a tua formação?
Sim, acho que esta cidade é excelente para o meu curso superior. Em termos de vivência, não é demasiado grande, tem fáceis acessos e, por isso, é fácil de conhecer. Falando em cursos superiores, Coimbra é das cidades com mais prestígio a nível académico e tem um alto espírito do mesmo, é como se vivessem para aquilo, e acho que para o mundo do trabalho ter Coimbra no meu currículo é muito bom.

O que achaste do cortejo?
Gostei muito, o espírito entre caloiros e doutores era enorme, apesar do alto calor durante o dia, estavam ali dispostos a fazer acontecer um bom cortejo, achei engraçados os fatos dos caloiros e gostei da relação que era feita entre os fatos e críticas sociais. Fiquei a conhecer um pouco mais sobre a Tradição Académica e acho que é muito engraçada e, ao mesmo tempo, emocionante. A força com que os caloiros e os doutores gritavam os seus hinos de curso, mostra que Coimbra é muito mais do que vir tirar um curso superior.

Os estudantes do Ensino Superior de Coimbra têm sido alvo de críticas, relativamente à tradição de furtar carrinhos de compras dos supermercados. Qual a tua opinião sobre esta matéria?
Acho que é uma tradição engraçada, que não devia ser vista com tanta maldade, mas sim como uma brincadeira. É preciso é ter responsabilidade e não atirar os carrinhos ao rio, tal como foi feito este ano, que os carrinhos ficaram em pontos de recolha. Pode haver essa brincadeira mas não pode haver danos materiais nem ambientais, isso já não é correcto!

Concordas, portanto, com a iniciativa da Câmara Municipal de Coimbra em criar pontos de recolha para os carrinhos, a fim de evitar que estes sejam atirados ao Rio Mondego?
Sim, concordo! Foi uma boa iniciativa.

Quais os aspectos negativos e positivos que mais te marcaram nesta festa académica?
Aspectos negativos, não achei que o cartaz estivesse à altura do preço dos bilhetes pontuais de não-estudante. Não critico as opções musicais, mas como não havia nomes muito conhecidos, penso que os preços podiam ter sido um pouco mais baixos. Tirando isto, para mim foi tudo positivo! Adorei tudo, a convivência, o espírito e a diversão! E espero conseguir voltar na Queima, pois vale sempre a pena vir a Coimbra. 

Kátia Reis - 2013107

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

A crise no semestre passado



Com o início do novo semestre, voltam, para a maior parte dos estudantes de Coimbra, as preocupações com a gestão financeira. Apoiados pelos pais ou em estatuto de trabalhador-estudante, torna-se fulcral a poupança, que se manifesta de diferentes maneiras, mas é cada vez mais tomada em conta.

Já no semestre passado, a população estudantil havia sofrido as represálias das cada vez mais reformuladas ‘medidas de austeridade’. Evitar gastos desnecessários no sector da alimentação e contenção nas saídas e nos jantares extra-casa são caminhos tomados por muitos, bem como um planeamento das viagens para a cidade, com implementação de sistemas de boleias. Fez-se referência à Associação Académica e aos meios que esta pode disponibilizar para apoiar os estudantes, que passam por refeições para os mais necessitados e pela continuação da elaboração de vouchers e preços especiais para eventos académicos.

Como meio de referência cultural e internacional, vários estudantes brasileiros não se identificam com a crise vivida em Portugal. Com o apoio do Governo brasileiro são capazes de se sobreporem à situação nacional, mas ficam sensibilizados com os testemunhos dos colegas portugueses, e assoberbados com as manifestações e descontentamento geral em Portugal.

Apesar de todas estas dificuldades, mantém-se, na maior parte dos casos, uma atitude positiva; há fé numa mudança para melhor, para que para além de um presente mais confortável, seja possível um futuro estável, com oportunidades de trabalho para todos e em todos os sectores.


por: Eduardo Oliveira 



*Este artigo está escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

domingo, 16 de dezembro de 2012

Um porto de chegada


fonte: http://historiasesabores.blogspot.pt/
2007_06_01_archive.html

A Estação Ferroviária de Coimbra A, mais conhecida por Estação Nova, é o ponto de chegada de quem quer entrar no centro da cidade dos estudantes. Os seus 81 anos de existência, desde a sua inauguração oficial (31 de Março de 1931), contam histórias de quem chega esperançoso e parte emocionado. No entanto, é importante destacar, que não é só esta ferrovia que serve a cidade de Coimbra. A Estação Velha,  é outro porto seguro, por onde passam a maioria dos comboios. Uma vez em Coimbra B, poderá apanhar ligação para Coimbra A( o bilhete de comboio incluirá esta pequena viagem).

Antes da sua construção, a única forma de penetrar na Baixa da cidade era através dos famosos carros americanos Rail Road Conimbricense, que traziam passageiros oriundos de todo o país. Este sistema, criado em 1874, por iniciativa privada, visava numa primeira parte a exploração da calçada (actual Ferreira Borges) à Estação Velha. Contudo, a sua duração foi efémera.

Dotada de inúmeros serviços, a Estação Nova, enche-se de todos os dias de milhares de pessoas, que podem vir numa simples visita turística, ou diariamente para estudar ou trabalhar. Mas é nos fins-de-semana, que esta plataforma atinge o seu apogeu. Oriundos de todos os cantos do país, os estudantes emergem a um ritmo alucinante. O som que as rodinhas das malas fazem, ecoam por toda a Estação. Soa como um  sinal de aviso. Eles estão a chegar. É  aqui, que começa toda uma jornada, onde a agitação toma conta daqueles que abraçam a cidade como “sua”, durante os anos de estudo. Desde a simples compra do bilhete até à visualização da linha de partida, nos ecrãs digitais, marcam a correria exaltada, que se vive nesta ferroviária. Muitos dos indivíduos que pisam o chão envelhecido da Estação Coimbra-Cidade, não reparam no seu encanto. Um desses casos é o da estudante de Radiologia, Filipa Carvalho, que todas as sextas- feiras, marca presença assídua na Estação de Coimbra A, na viagem que faz para a sua terra natal, Vizela. “Nunca reparei muito na estrutura da estação. É tanta gente, tantas malas, que aquilo torna-se uma confusão”. É no seio desta confusão que a estrutura arquitectónica da ferrovia é esquecida, ficando num plano secundário para os passageiros.
 
O seu estilo clássico, revela a essência da sua beleza que combina perfeitamente com a sua funcionalidade. A sua fachada é dominada por um imponente relógio, que infelizmente não funciona. As janelas e portas em arcos entram em perfeita sintonia com as cantarias no interior, conferindo-lhe um estilo único e sublime. Inspirada num coliseu ou numa normal sala de espectáculos, o edifício parece tudo menos uma estação.

Por possuir esta especificidade, a Estação Nova foi palco de um concerto, realizado por João Conde. O artista apresentou o seu álbum de originais, “Duma vez”, uma mistura de blues com funky e rock em Abril. A sua utilização neste tipo de eventos  parece cada vez mais, adequada aquilo que há muito se equaciona fazer. Encerrar a ferrovia e convertê-la num espaço cultural, devolvendo a margem direita do Mondego à cidade.

O jornal Diário As Beiras, no dia 16 de Abril de 2012, realçou o espectáculo como “lugar inesperado”, mas “que parece adequar-se na perfeição a estes eventos”.

Situada num local central, permite um olhar profundo sobre pontos característicos da cidade, como a Portagem, a Ponte de Santa Clara e a Baixa. É  nesse sentido, que muitos turistas optam pela utilização do comboio, que os coloca num ponto histórico da cidade, e simultaneamente os recebe em alojamentos épicos. É ainda de salientar que, após a saída da Estação, a cidade oferece uma excelente rede de transportes públicos, que permite a mobilidade a qualquer lugar, confortavelmente.

Antiga. Simples, mas ao mesmo tempo imponente. Bonita, detalhada e ecléctica, assim é a Estação Ferroviária de Coimbra A. Não tem a evolução tecnológica das actuais ferrovias portuguesas, mas elas também não contam histórias, sonhos, paixões, alegrias e tristezas. É isso que a valoriza em relação a todas as outras, emoções gravadas nas paredes, momentos que só ela conhece, e que com ela permanecerá. Essencialmente frequentada por estudantes, que entram pela primeira vez em Coimbra, através dela, em busca do conhecimento e da vivência académica, que só Coimbra pode proporcionar.E no final, é através dela, que dão o último suspiro na hora do Adeus!

por: Márcia Alves

*Este artigo não está escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico